• Teresina recebeu esse nome em homenagem à imperatriz Teresa Cristina.
  • Teresina foi a primeira capital planejada do Brasil
  • Teresina é a única capital do Nordeste localizada no interior.
  • É também a única capital brasileira situada na fronteira com outro estado.
  • O corso de Teresina é o maior do mundo, segundo o Guinness Book.
  • Teresina tem o melhor atendimento médico do Meio Norte.
  • O caneleiro é a árvore símbolo de Teresina, foi instituída pelo Decreto Municipal de 1993.
  • As portas da Igreja de São Benedito, são consideradas raridades pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

 

Folclore – O Bumba-Meu-Boi e o Reisado são as maiores expressões do folclore teresinense. Em épocas dos festejos de São João, que se iniciam em junho e prosseguem até setembro, a história da mulher de um vaqueiro, Catirina, que desejou comer a língua do boi mais bonito da fazenda, anima as rodas onde tambores, matracas e danças colocam o boi no centro das atenções. O Reisado, por sua vez, acontece no mês de dezembro e homenageia o nascimento de Cristo, fazendo desfilar personagens característicos, como a Burrinha, a Sariema, o temível Jaraguá, a Cigana e o Casal de Velhos, acompanhados por uma orquestra de violas, rabecas, pandeiros e muita cantoria. Muitas outras manifestações da cultura popular marcam as raízes da cidade.

Artesanato – O artesanato teresinense é bastante expressivos, pela criatividade dos seus artesãos e pela riqueza de detalhes de suas peças. A arte santeira, notadamente em madeira, é reconhecida internacionalmente. A cerâmica propicia a confecção de tijolos artesanais, peças decorativas e rústicas, bem como artefatos de utilidade, como filtros e potes para reservar água potável. No bairro Poti Velho, existem oficinas que moldam a argila em tornos movidos pelos pés do artesão, produzindo verdadeiras obras de arte.

Música – São bons compositores que fazem a música teresinense se destacar. Uma variedade de grupos musicais vem se firmando, acompanhando diversos estilos, desde roque, MPB e samba à música gospel, além de corais, música de câmara e grupos que interpretam a música instrumental moderna.

LENDAS

Cabeça de Cuia – Crispim era um pescador que vivia na região onde os rios Poti e Parnaíba se encontram, na zona norte de Teresina. Morava com a mãe, já velha e adoentada. Certa vez, depois de passar um dia inteiro sem nada conseguir pescar, Crispim volta para casa cheio de frustração e revolta. Pede à mãe alguma coisa para comer e esta lhe serve o que pode: uma rala sopa de osso. Irritado, Crispim grita que aquilo é comida para cachorro e, em seguida, pega o osso e parte para cima da mãe, atingindo-a várias vezes. Desesperado, o pescador corre porta afora e se joga nas águas do rio, enquanto a mãe, agonizando, lança-lhe uma maldição: haverá de se transformar num terrível monstro da cabeça grande, que só descansará quando lhe forem sacrificadas 7 virgens chamadas Maria. Crispim se transforma no Cabeça-de-Cuia, que surge do fundo das águas para assustar as lavadeiras e ameaçar os pescadores que pesquem em excesso, além do que precisam. Dizem que, durante a noite, o Cabeça-de-Cuia se transforma num velho e sai vagando pelas ruas de Teresina.

Num-se-pode – Tarde da noite, uma linda mulher costumava aparecer na praça Saraiva ostentando sua beleza debaixo de um dos lampiões ali existentes. Movidos por aquela bela aparição, os homens se aproximavam para conversar, ou quem sabe, aventurar uma conquista. Ao se aproximarem, a mulher pedia cigarro. Quando recebia, começava a crescer, crescer, até atingir o topo do lampião de gás e nele acender o cigarro. Enquanto crescia, ela repetia: “num-se-pode, num-se-pode, num-se-pode…”.

A Porca do Dente de Ouro – Certa vez, uma moça travou uma briga sem cabimento com sua mãe, dando-lhe uma bruta dentada. Desde então, foi trancada em um quarto e só via a mãe, que lhe levava a comida. À meia-noite, se transformava em uma porca e corria pelos subúrbios, assombrando as pessoas por sua boca proeminente, coberta por uma coisa brilhosa de onde saía uma ponta saliente como se fosse um monstruoso dente de ouro.

 

Curiosidades das Praças de Teresina (Fonte 180 graus)

Praça Saraiva
SDC11417[1]

Segunda maior da cidade, foi edificada no terreno onde se localizava a Casa-Grande da Fazenda Chapada do Corisco, cujas terras foram utilizadas para a construção de Teresina, situando-se hoje em uma área densamente urbanizada. Seu nome é uma homenagem ao fundador da cidade, que teve lá erigida uma estátua em tamanho natural durante a comemoração do primeiro centenário da fundação da Capital .Durante muitos anos, antes da construção da primeira rodoviária da cidade, foi utilizada como ponto de parada dos ônibus interestaduais, tendo sido a primeira visão que milhares de recém-chegados tiveram ao desembarcar em Teresina.

Praça João Luís Ferreira
SDC11448[1]

Recebeu esse nome em homenagem ao Governador do Estado de 1920 a 1924; é um tranqüilo jardim público em pleno centro de Teresina. Árvores frondosas, bancos em pedra trabalhada e postes de ferro ornamentados, trazem lembranças dos tempos antigos. Vários casarões da primeira metade do século XX resistiram à especulação imobiliária e ainda podem ser apreciados no seu entorno, como a antiga residência do historiador Anísio Brito, atual sede da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, e a casa do ex-governador João Clímaco d’Almeida, com sua grande varanda.

Praça Pedro II
SDC11433[1]

Considerada “a mais teresinense das praças” e anteriormente chamada de Aquidabã, Independência e João Pessoa, a Praça Pedro II foi, durante muito tempo, o principal ponto de encontro da sociedade da Capital, já que o Clube dos Diários, o Theatro 4 de Setembro e o Cine Rex, que estão em seu entorno, eram as principais opções de lazer da Cidade nas décadas de 40, 50 e 60. Nela as moças passeavam em um sentido e os rapazes no oposto, flertando  e combinando encontros amorosos. Curiosamente, após o apito da usina que fornecia energia elétrica para a cidade, as moças de boa família corriam para casa, para não ficarem mal-faladas; os moços podiam, então, procurar a companhia das trabalhadoras da Rua Paissandu, conhecida região do meretrício àquela época, junto à zona portuária do Rio Parnaíba. Desfigurada pelo tempo, foi reformada em 1996, recuperando parte de suas características originais.

Praça da Bandeira
SDC11478[1]

A atual Praça Marechal Deodoro (também conhecida como Praça da Bandeira) já foi chamada de Largo do Amparo e Praça da Constituição. É o núcleo inicial de povoamento de Teresina, ao redor da qual foram erguidos os mais importantes edifícios públicos da nova Capital, como a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo, a sede do Governo Provincial, o Mercado Público e a Assembléia Legislativa, sendo o principal sítio histórico e a maior praça da cidade. Sofreu ampla reforma na década de 70 do século XX, com projeto paisagístico de Roberto Burle Marx. As fotos acima mostram seu característico pombal, localizado em sua porção central, o Teatro de Arena, com a estátua do patrono dos violeiros, Domingos Fonseca, em primeiro plano e o marco de fundação da cidade, erigido em 1859, constituído por uma coluna de mármore sobre um pedestal, ornada por uma coroa de louros esculpida e cercada por quatro colunas coríntias; inscrições em latim registram a fundação de Teresina e o agradecimento da Capital ao Conselheiro Saraiva, seu fundador.

Praça Rio Branco
centro1114_fcf840f1190d48d7ac7dc71128b908cc[1]

O nome da praça é uma homenagem ao Barão do Rio Branco, fidalgo da casa imperial e conselheiro do Imperador. Anteriormente, teve as denominações de Praça do Comércio e Praça Uruguaiana. O Barão do Rio Branco é homenageado, ainda, com um busto de bronze, localizado na praça. É a praça mais antiga de Teresina, onde aconteciam reuniões sociais e políticas, devido a localização do Bar Carvalho e Café Avenida, já extintos.