Foi lançado na noite de ontem (28), o “Selo Dona Saló – Empresa Promotora de Igualdade de Gênero”, no Plenário da Câmara dos Vereadores de Teresina. O lançamento para o setor econômico será dia 12 de setembro e contará com a presença de Janete Vaz, presidente do Laboratório Sabin, considerada a melhor empresa no segmento de saúde para trabalhar no Brasil.

O Sabin, que foi fundado por duas mulheres, Sandra Soares Costa e Janete Vaz, tem 72% dos cargos de chefia liderados por pessoas do sexo feminino. A participação feminina também é grande no grupo: 77% dos colaboradores são mulheres.

Os critérios de seleção para receber o Selo serão: empregabilidade e liderança de mulheres, educação, prevenção à violência, igualdade salarial e saúde e qualidade de vida. A iniciativa da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM) e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDEC) será concedido a pelo menos três empresas de cada categoria, entre: pequenas, médias e grandes empresas, considerando o número de colaboradores.

O Selo leva este nome, pois foi inspirado na história empreendedora de Maria Salomé Silva Rabelo, proprietária da conhecida “Casa Saló”, referência no comércio de variedades na capital na década de 60. O empreendimento chegou a fornecer produtos para todo o estado do Piauí.

“Ela foi uma mulher lutadora, generosa e empreendedora, em uma época que poucas mulheres tiveram essa oportunidade e a coragem de ser a gestora dos seus próprios negócios. Ela teve grandes dificuldades, não foi fácil, mas ela e o meu avô transformaram essas dificuldades em sonhos”, disse Alexandre Rabelo Neto, neto de Dona Saló.

Para Maria Helena, representante da SMPM, a escolha do nome tem grande poder de representatividade, pois Dona Saló tornou-se um marco de sucesso no empreendedorismo nos anos 60.

“A Casa Saló marcou gerações no Centro de Teresina. Por unanimidade, a ideia foi aceita pelo gestor municipal e as secretarias executoras. Maria Salomé Silva Rabelo foi uma piauiense que fez de Teresina, sua morada de construção familiar e de trabalho. Dos anos 60 até os anos 2000, teve sua loja como referência no comércio de variedades e grande fornecedora de utensílios para todo o Piauí. Foi sinônimo de luta, trabalho e tenacidade, características de mulheres que não se curvam diante de dificuldades”, disse.

O secretário da Semdec, Venâncio Cardoso, afirmou que o selo deve se tornar algo almejado pelo setor empresarial e que em contrapartida o poder público municipal deve publicizar as empresas que recebem o selo.

“Devemos estimular o interesse dessas empresas pelo selo, pois assim elas vão despertando sobre a importância de igualdade de gênero no seu ambiente e com esse reconhecimento, cria-se empresas que desejam esse destaque, que mostram que se preocupam com essa questão tão importante”, explicou.

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