Preparar Maria Isabel, paçoca, galinha caipira e arrumadinho estará entre as tarefas de casa dos alunos do curso de Culinária Local, que está sendo oferecido gratuitamente pela Prefeitura de Teresina. Ao todo 21 pessoas estão sendo qualificadas e a maioria pensa em abrir seu próprio negócio.

A aula inaugural do curso aconteceu no começo de agosto e os alunos ainda estão estudando teoria, mas desde o último domingo estão em contato com a parte prática. É que eles estão atuando como auxiliares dos restaurantes que participam do Festival Gastronômico Maria-Isabel. O evento tem o patrocínio da Prefeitura de Teresina e acontece no Parque Potycabana até amanhã (25). Nos restaurantes o festival segue até o dia 7 de setembro.

Durante o curso os alunos vão aprender como fazer as comidas mais tradicionais da região, bolos, salgados e bebidas, além de conhecer a gastronomia das principais cidades do Piauí e algumas crendices. “O curso é muito importante para que os alunos possam ter um maior conhecimento da nossa cultura e saibam utilizar os ingredientes da nossa região”, ressalta a instrutora Fernanda Rodrigues.

Ela explica que serão explorados os ingredientes e os pratos de todos os cantos do Piauí, como a carne de sol de Campo Maior, os frutos do mar do litoral piauiense, o arroz com açafrão do Sul do Estado, além do melaço de cana, as broas, bolo de milho e canjica, entre muitos outros pratos tradicionais. As aulas acontecem aos sábados na sede da Legião da Boa Vontade.

A lista dos pratos que serão ensinados durante o curso é extensa, entre eles estão costela de porco assada, carneiro cozido, sarapatel, língua recheada, curimatá cozido com pirão escaldado, capote com arroz e  pirão de parida. Além de pratos principais, o curso vai mostrar como são preparados bolo frito, bolo de macaxeira, bolo de milho, sequilos de coco e compota de goiaba.

Alunos buscam aperfeiçoamento

O perfil dos alunos do curso de Culinária Local é bem diversificado, mas eles têm algo em comum: apostam nessa formação para garantir melhor posição no mercado de trabalho. Alguns nunca atuaram no ramo e outros buscam o aperfeiçoamento.

No caso da aluna Ana Alice, a meta é aprender cada vez mais. Ela já trabalhou como auxiliar de cozinha e pretende se engajar na área. “Com a experiência que já tenho, aliada ao curso, vou poder montar o meu próprio negócio. Antes, pretendo trabalhar em restaurantes para adquirir ainda mais experiência”, conta.

Quem também já descobriu na culinária uma vocação é Maria Francisca Lopes, que trabalha como instrutora de Turismo e Hospitalidade. “Estudo Gastronomia, mas decidi fazer esse curso de Culinária Local para aprender mais. Quero passar para meus alunos novos conhecimentos, pois gastronomia local sempre é abordado nos cursos de turismo”, observa.

Ela conta que, em casa, recebe encomendas de lanches e pretende investir na produção de comidas típicas sem deixar de lado a sua profissão de instrutora.

A dona de casa Maria Socorro Pires, que só cozinha para a família, resolveu fazer o curso para conseguir um emprego na área em que se identifica. “Sempre gostei de assistir programas de culinária e quando vi essa oportunidade fui atrás. Quero aprender a fazer comidas da região e conseguir um trabalho em algum restaurante”, declara.

Prefeitura desenvolve projeto QualificaTur

O curso de Culinária Local é resultado de uma parceria da Fundação Wall Ferraz com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec) e faz parte do projeto QualificaTur. O objetivo é a profissionalização e o desenvolvimento sustentável do meio turístico em Teresina.

A presidente da Fundação Wall Ferraz, Aparecida Caland, informa que a I etapa do programa Qualifica Tur contempla ainda os cursos de camareiro e garçom. “Na II etapa do programa estão previstos os cursos de inglês avançado, relações interpessoais, qualidade no atendimento e recepcionista de hotel”, acrescenta.

Para o secretário de desenvolvimento econômico, Fábio Nery, os cursos do QualificaTur são importantes porque também promovem benefícios culturais e econômicos para a cidade. “As pessoas interessadas em se qualificar devem procurar a Semdec e a Fundação Wall Ferraz”, orienta.

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