Programa desenvolverá a competitividade de quatro setores econômicos de Teresina

Os resultados da primeira fase do programa Teresina Competitiva foram apresentados a empresários e autoridades do Estado,. O programa identificou dez clusters, que são setores econômicos concentrados em um lugar; caracterizou e priorizou os setores de saúde, educação, moda e tecnologia da informação. O Teresina Competitiva, que ainda terá mais duas fases, visa aumentar a competitividade das empresas locais e desenvolver a economia do município.

O Teresina Competitiva é uma iniciativa da Prefeitura de Teresina, por meio do programa Lagoas do Norte e tem a parceria da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDEC), Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN), SEBRAE, Secretaria de Planejamento do Governo do Estado (SEPLAN), FIEPI, BNB, além de contar com a consultoria da empresa Cluster Consulting.

O prefeito Firmino Filho esteve na apresentação dos resultados e ressaltou a importância do programa. “O Teresina Competitiva é uma ação extremamente importante para a nossa cidade. Precisamos enfrentar o desafio de transformar Teresina em uma cidade forte e competitiva e não restam dúvidas de que nos setores de serviços temos vários potenciais. Toda essa metodologia do projeto busca identificar aqueles setores que já demonstraram sua capacidade de competir e precisam ser reforçados”, afirmou.

Segundo o diretor da empresa Cluster Consulting, Carlos Tarrasón, o programa ainda terá mais duas fases: na primeira fase será desenvolvida uma visão estratégica e um plano de ação para cada cluster, na segunda fase, de mais de dois anos de duração, serão implantadas as ações. Esse processo contará com a contribuição direta do poder público e empresariado. “A missão é melhorar a competitividade da cidade, reativar o setor empresarial como um todo, então é um desafio muito grande. Até 2020 o projeto irá executar as iniciativas de clusters, financiar parte das ações que devem ser feitas para desenvolver as capacidades dos clusters, motivar o empresariado, capacitar e facilitar o acompanhamento. Para isso, será criada uma unidade executora dentro da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico”, explicou.

Já o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Aluísio Sampaio, falou da grande oportunidade para Teresina. “O projeto veio de uma grande possibilidade do Banco Mundial e que sem dúvidas deverá ser um divisor de águas na economia do nosso município e estado. Ele nasce de algo existente na nossa economia, de um diagnóstico que foi feito com muito cuidado e avaliações. Inicialmente, chegamos a dez setores e posteriormente escolhemos quatro grupos que precisam da parceria e envolvimento de todos. Com isso podemos mudar a realidade, inclusive aumentando a competitividade, finalizou.

PIB de Teresina cresce 20% em um ano e já é o 19º entre as capitais brasileiras

O Produto Interno Bruto (PIB) de Teresina cresceu 20% de 2013 para 2014. Com isso, as cifras passaram de R$ 14,80 bilhões para 17,76 bilhões, o que levou a cidade a pular para 19ª posição entre todas as capitais do Brasil.
Levantamento divulgado em conjunto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Fundação Cepro na manhã desta quarta-feira (14) apontou que o PIB de Teresina chegou a R$ 17.762.266.000 em 2014. Isso representa 47% do PIB do Piauí no ano pesquisado.
De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Fábio Nery, os números apontam uma significativa melhora do desempenho teresinense no cenário econômico. “Em 2013, Teresina ocupara a 50ª no ranking do PIB entre os 100 maiores municípios brasileiros. Em 2014, passou para 41ª, subindo nove colocações. Esta subida não era observada em anos anteriores”, destaca.
Segundo o estudo divulgado pelo IBGE e pela Fundação Cepro, o setor de Serviços foi o mais representativo em 2014 (76,31%), seguido da Indústria (23,38%). Os maiores aumentos foram nos Serviços de Utilidade Pública (400,33%), indústria de transformação (60%) e construção civil (40%).
“Este desempenho se deve ao crescimento observado em PIB em dois anos, demonstrando que a economia da cidade deu sinais de aceleração no período”, comemora Fábio Nery.