Prefeito se reúne com empresários para discutir tarifa de iluminação

O prefeito Firmino Filho se reuniu com representantes de categorias empresarial e de consumidores de energia elétrica da capital. A ideia foi discutir alternativas em relação à cobrança da Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (Cosip), ouvindo as reivindicações e propostas formuladas tanto pela equipe do executivo municipal quanto pelo Conselho de Contribuintes.

O prefeito explicou que, ainda no ano passado, a Câmara Municipal aprovou alterações no Código Tributário em que se colocava a cobrança da Cosip em 12% do consumo dos clientes, seja eles da categoria residencial ou empresarial. O Código também retirava o teto de contribuição que era de 2000 kWh, no consumo residencial e 5000 kwh, nas demais classes. “É importante que a gente possa ter esse acompanhamento e essa avaliação do setor industrial e empresarial da nossa cidade. Estamos abertos ao diálogo e vamos fazer os estudos, baseado nessa nova demanda e buscar a melhor solução”, garantiu o prefeito.

Para o presidente do Conselho de Contribuintes da Eletrobras, Gilberto Pedrosa, a ideia era buscar sensibilizar o prefeito em relação aos reajustes na tarifa, que acabam trazendo desdobramentos no setor empresarial do Estado. “Tivemos o reajuste da tarifa de energia em mais de 27%, a instituição da bandeira vermelha. O Governo do Estado conseguiu aprovar o aumento do ICMS para a energia elétrica que passar a valer a partir de janeiro. Então, foi um impacto financeiro muito grande no setor. Mas a reunião com o prefeito foi bastante positiva. Ele mostrou sensibilidade nessa situação que atingiu o setor produtivo que teve um impacto significativo com as tarifas referentes à energia”, destacou.

O secretario municipal de Desenvolvimento Econômico (Semdec), Aluísio Sampaio, também avaliou a conversa como positiva e destacou a importância do diálogo para se chegar a uma alternativa que venha a ser favorável a todos os lados. “O prefeito se sensibilizou com esse impacto na economia da cidade. Então, vamos analisar as colocações que foram feitas pelos contribuintes e corrigir eventuais distorções que venham a ser encontradas”, ponderou.

Uma das alternativas é a retomada do teto, mas com um reajuste de valores correspondente ao reajuste na tarifa. O secretário municipal de Finanças Moura Neto destacou que as equipes da Secretaria de Finanças farão um estudo e também irão realizar levantamentos da metodologia utilizada em outras cidades para se encontrar uma melhor alternativa.

Corso deverá aumentar público em 16% e gerar receita de R$ 60 milhões

A partir de um amplo planejamento para priorizar o Corso e o carnaval de blocos, a Prefeitura de Teresina deverá levar para a avenida pelo menos 350 mil foliões no sábado que antecede o carnaval, dia 18 de fevereiro, quando a cidade assistirá ao desfile de carros personalizados, arrastados por uma multidão que embeleza o maior Corso do mundo.

Em 2015 estiveram na passarela do Corso 250 mil foliões, com base em informações fornecidas pela Polícia Militar, e em 2016 esse número alcançou 300 mil, apresentando um crescimento de 16,7%, percentual projetado para este ano. Essas estatísticas estão sendo monitoradas pela Coordenação Especial de Turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDEC), que aplicou nos dois últimos anos pesquisas de opinião junto aos visitantes e teresinenses que estiveram na avenida da folia.

Corso de Teresina.

Corso de Teresina.

Segundo a pesquisa, o ano de 2016 apresentou crescimento favorável à realização do corso, em relação a 2015. Os números mostram que a participação de teresinenses na avenida aumentou, de um ano para o outro, 14,2%, saltando de 212.500 pessoas para 242.700. Em relação especificamente aos turistas que estiveram no Corso ano passado, a pesquisa apontou um crescimento de 52,8% em relação a 2015, evoluindo de 37.500 visitantes para 57.300, sendo que, em 2015, 40% chegaram exclusivamente para o Corso e, em 2016, esse número cresceu para 74,1%, demonstrando que o evento tem um forte poder de captação de fluxo.

Os turistas que se hospedaram em casas de parentes e de amigos apresentaram um crescimento de 77% para 88,7%, em relação aos dois últimos anos, enquanto os que se hospedaram em hotéis reduziram 23% para 11,3%. Fator relevante foi verificado na permanência média do turista que esteve em Teresina no período do Corso, que evoluiu de 1,5 dia por pessoa para 5,6 dias por pessoa.

O gasto médio do folião em função do Corso de 2016, entre teresinenses e visitantes, ficou em R$ 166,59, o que gerou uma receita equivalente a R$ 50 milhões. Para este ano de 2017 a receita em função do corso deverá se aproximar de R$ 60 milhões, contribuindo para movimentação da economia e alavancar as empresas e prestadores de serviços que compõem a Cadeia Produtiva do Turismo.

A avaliação do corso foi bastante positiva para 83% dos que estiveram na avenida em 2015, saltando para 92% entre os que participaram da versão de 2016. Para o secretário Aluísio Sampaio, as expectativas são grandes para este ano. “A Semdec estará presente no Corso com a realização de nova pesquisa de opinião, para medirmos a evolução do fluxo, da receita e do perfil dos visitantes”, disse o secretário, acrescentando que todo o material promocional gerado pela Prefeitura de Teresina também será distribuído nos meios de hospedagem e por meio dos postos de informações que a SEMDEC mantém em cinco pontos da capital.