Reclamações contra empresas triplicam durante pandemia

08 de julho de 2020

O Procon Teresina registrou aumento de 201,50% nas reclamações contra empresas. O que significa dizer que no período de 16 de março a 30 de junho deste ano as reclamações triplicaram, se comparado com o mesmo período de 2019. Foram registradas 1.206 nesse período, enquanto que no mesmo período do ano passado, foram registradas apenas 400 reclamações.
De acordo com a coordenadora geral do Procon Teresina, Nara Cronemberger, tanto as reclamações como as denúncias sofreram crescimento vertiginoso nesse período de isolamento social, mas ainda de acordo com a coordenadora, o aumento deste número pode não ter sido apenas por causa da pandemia da Covid-19.
“Dentre os casos, o maior número de reclamações está relacionado aos serviços essenciais, logo em seguida reclamações sobre valores abusivos de produtos, seguidos dos serviços privados e assuntos financeiros. Com isso, podemos constatar que houve um crescimento considerável nas reclamações contra empresas, mas particularmente não considero que esse aumento todo seja apenas por causa da pandemia. Temos que levar em consideração, que ano passado, época de nossa inauguração, não existia ainda fiscalização, além disso, as pessoas ainda estavam conhecendo o Procon Teresina”, explicou.
Dentre as reclamações, boa parte já estão registradas no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (SINDEC), que é um sistema informatizado que permite o registro de demandas individuais dos consumidores que recorrem aos Procons. A ferramenta é muito importante, pois consolida registros em bases locais e forma um banco nacional de informações sobre problemas enfrentados pelos consumidores.
 
Denúncias ou Reclamações
O Procon Teresina teve a rotina de trabalho modificada por causa da pandemia da Covid-19, e passou a receber reclamações, denúncias e dúvidas via e-mail. O órgão disponibilizou dois canais para receber denúncias ou reclamações nesta pandemia: o primeiro deles é pelo e-mail: proconteresina@gmail.com; o segundo é para receber denúncias, reclamações ou dúvidas de pessoas que tiveram problemas com escola, faculdade ou cursinho: proconteresinaeducacao@gmail.com.
Ouvidoria de Teresina
 
Desde 18 de junho o Procon Teresina passou a realizar um trabalho colaborativo com a Ouvidoria do Município de Teresina, tirando dúvidas ou registrando reclamações relacionadas a produtos com preços abusivos. Até o momento foram registrados 34 contatos por este canal. O acesso tem sido realizado por meio do aplicativo Colab, disponível para Android e iOS.

Procon Teresina vai investigar planilhas de compra e venda de máscaras e álcool gel

Em fiscalização realizada na manhã desta quarta-feira (18), o Procon Teresina identificou que farmácias e distribuidoras aumentaram os preços de máscaras e álcool gel alegando aumento nos preços praticados pela indústria.

Os agentes de fiscalização do órgão chegaram a constatar que farmácias estavam vendendo o litro de álcool em gel entre R$30 e R$35 e que alguns locais desistiram de comprar máscaras depois que a indústria cobrou valores entre R$ 180 e R$ 250 em uma caixa com 50 unidades. Antes da pandemia do novo coronavírus, o produto era encontrado no valor de R$ 20.

De acordo com a coordenadora geral do Procon Teresina, Nara Cronemberger, o aumento é considerado abusivo, mas precisa ser investigado, pois todas as empresas alegaram os mesmos motivos para justificar aumento no preços destes itens.

“Identifiquei, com minha equipe, que não é só uma questão de má fé do empresariado, mas que é um problema que vem desde a origem da matéria prima, a demanda mundial pelo produto e fabricação de nível nacional. Os preços estão de fato abusivos e é papel do Procon Teresina investigar a relação entre o valor que os empresários locais compram o produto, com o valor que eles vendem. Estamos vivendo uma crise de saúde, abusos precisam ser investigados”, explicou a coordenadora.

Ainda de acordo com a coordenadora, as redes sociais e o e-mail do Procon Teresina têm recebido muitas denúncias e que os locais mais citados estão sendo fiscalizados. O aumento do preço de máscaras e álcool gel disparou em Teresina desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou epidemia do novo coronavírus (COVID-19).

O gestor da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec), Venâncio Cardoso, pasta a qual o Procon Teresina é vinculado, garante que a fiscalização ocorrerá todo dia até o fim de março.

“O Procon tem recebido um número muito grande denúncias. A população está indignada pelos preços de alguns produtos, diante da situação do avanço mundial da doença. Nossa equipe se preparou para que essa fiscalização avance e que seja feita em mais de 40 estabelecimentos”, pontuou Venâncio.

O Procon Teresina adotou novos métodos de atendimento e funcionamento por causa da pandemia do novo coronavírus (COVID-19). Com isso, o órgão passou a concentrar parte de suas atividades na fiscalização de fornecedores que vendem álcool gel e máscaras. O consumidor que se sentir lesado e desejar fazer denúncias e reclamações deve o fazer por e-mail. Para isso, é necessário que sejam enviados digitalizados documentos como RG, CPF (ou CNH), Comprovante de Residência e demais documentos relativos à reclamação. Todas as queixas, obrigatoriamente, devem ser enviadas em anexo. Os números de telefone do Procon Teresina são: (86) 3216-3041 e (86) 3216-3040.

Procon Teresina finaliza projeto piloto sobre consumo consciente em feira escolar

Encerrando as atividades do projeto piloto “Educação para o Consumo Consciente”, o Procon Teresina participou na tarde de quarta-feira (18) da feira de conhecimentos anual da Escola Municipal Murilo Braga, zona norte da capital. Com propostas de interatividade e explicações básicas sobre os direitos e deveres do consumidor, os alunos no 4º ano do ensino fundamental, turma beneficiada pelo projeto, mostraram na prática os resultados de tudo o que aprenderam durante os dois meses de aulas concedidas pelo órgão.

Atividades como simulação de compras em supermercados, explicações sobre o Código de Defesa do Consumidor e jogos de perguntas e respostas foram algumas das estratégias utilizadas pelo órgão para trazer a realidade das relações de consumo para dentro da escola.

Segundo a Coordenadora Geral do Procon Teresina, Nara Cronemberger, a feira de conhecimentos foi a oportunidade ideal para que os resultados do projeto piloto fossem apresentados ao público. “Estamos muito satisfeitos com os resultados, eles absorveram com excelência os assuntos que pontuamos nas aulas. Desde o princípio eles sempre foram bastante atenciosos e curiosos, o que é importante, então finalizar esse projeto na feira de conhecimentos da escola é prestar conta dos esforços dos alunos nesse período de aprendizado e aproximar cada vez mais a população deste mecanismo que foi criado para proteger e defender o consumidor”, comenta.

De acordo com o gestor da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Semdec), Venâncio Cardoso, pasta a qual o órgão é vinculado, é gratificante ver os resultados positivos gerados pelo Procon Teresina em tão pouco tempo. “Fico muito feliz em ver que as crianças que participaram do projeto entenderam muito bem qual a função do Procon e quais são os direitos e deveres do consumidor. Com isso, acreditamos que não só essas crianças, mas como os pais delas também recebem esse conhecimento de forma indireta, sendo esse um dos objetivos do órgão, que é resolver demandas e promover conhecimento”, explica.

A pequena Evelyn tem apenas 10 anos e foi uma das crianças que participou das aulas do projeto. Bastante comunicativa, ela conta o que aprendeu com as aulas. “Eu aprendi a diferenciar produto e serviço, sei o que é o Código de Defesa do Consumidor e aprendi que qualquer reclamação eu vou ao Procon. Foi muito bom tudo o que os tios ensinaram, eu adorei”, falou entusiasmada.

O projeto piloto é uma parceria entre Semdec, Semec e a Faculdade Facid Wyden, que disponibilizou sete alunos acadêmicos do curso de Direito para ministrar as aulas. As aulas contaram com o auxílio da cartilha “ABC do Consumidor Mirim” e com visitas a estabelecimentos empresariais, a fim de que os alunos identificassem na prática os assuntos abordados na teoria.